Extração de Siso

Dentista

O siso — o terceiro molar — costuma nascer entre os 17 e os 25 anos, quando já não há espaço na arcada para ele. Quando falta espaço, ele empurra os dentes vizinhos, nasce torto, fica preso no osso ou na gengiva, ou aparece só pela metade. Daí vêm a dor, o inchaço e a inflamação que trazem a maioria das pessoas até aqui.

Nem todo siso precisa sair

Siso que nasceu inteiro, na posição certa, encosta corretamente no dente de cima e dá para escovar sem dificuldade pode ficar. A extração é indicada quando ele está incluso (preso no osso), impactado (travado contra o dente vizinho), quando nasceu parcialmente e virou um ponto de acúmulo de placa impossível de limpar, quando causa dor recorrente, ou quando está empurrando os outros dentes e desalinhando a arcada.

Quem decide isso é o raio-x, não o sintoma. Um siso pode doer e não precisar sair; outro pode estar destruindo a raiz do dente vizinho sem doer nada.

Raio-x na própria clínica

Nossas unidades têm o equipamento de raio-x no local. Na mesma consulta a gente faz a imagem, avalia a posição e a profundidade do dente, identifica a proximidade com o nervo e com o seio maxilar, e apresenta o plano de tratamento — sem você precisar ir até uma clínica de radiologia e voltar outro dia.

Isso importa especialmente no siso, porque o que define a complexidade do caso só aparece na imagem: um siso irrompido sai em minutos; um incluso, profundo e próximo ao nervo, é outra cirurgia.

Como é a cirurgia

Feita com anestesia local — você fica acordado e não sente dor durante o procedimento, apenas pressão. Se o dente está incluso, é preciso abrir a gengiva e, às vezes, dividir o dente em partes para retirá-lo sem forçar o osso. Ao final a gengiva é suturada. Um siso simples leva cerca de 20 minutos; um incluso, de 40 minutos a uma hora.

O que acontece se não extrair quando há indicação

O siso mal posicionado não se resolve sozinho. Os problemas mais comuns são a pericoronarite (infecção da gengiva que cobre o dente parcialmente irrompido, que volta sempre), cárie no siso e no molar vizinho em pontos que a escova não alcança, reabsorção da raiz do dente ao lado, e a formação de cistos ao redor do dente incluso. Quanto mais cedo, mais simples: a raiz ainda não está totalmente formada e o osso é mais elástico.

Agende sua avaliação. Com o raio-x feito aqui mesmo, você sai da consulta sabendo se precisa extrair, como seria a cirurgia e qual o plano de tratamento.

Perguntas frequentes

Siso incluso é diferente?

Sim. Incluso é o siso que não rompeu a gengiva e está preso no osso; impactado é o que está travado contra o dente vizinho. Nos dois é preciso abrir a gengiva e, às vezes, dividir o dente em partes para retirá-lo sem forçar o osso — o que torna a cirurgia mais demorada e o pós-operatório um pouco mais intenso. Fazemos os dois casos.

Preciso fazer raio-x antes?

Sim, e é feito aqui mesmo. O raio-x mostra a posição do dente, a profundidade, o formato das raízes e a distância até o nervo e o seio maxilar — é o que separa uma extração simples de uma cirurgia. Como o equipamento fica na clínica, isso acontece na mesma consulta, sem encaminhamento para uma radiologia.

Estou com dor agora, o que faço?

Entre em contato para encaixarmos uma avaliação. Enquanto isso, compressa fria por fora do rosto e a medicação que você já costuma usar para dor ajudam a aliviar. O que não resolve é insistir em analgésico por dias seguidos: a dor de siso inflamado volta porque a causa continua lá, e a infecção que a acompanha pode se espalhar.

A extração do siso dói?

Durante a cirurgia não: a anestesia local bloqueia a dor por completo, e o que se sente é pressão. O desconforto vem depois, quando a anestesia passa, e é controlado com a medicação prescrita. A maior parte das pessoas descreve os dois primeiros dias como incômodos, não como dor forte.

Quanto custa para extrair o siso?

O valor depende do caso e por isso não é possível informar por telefone ou pelo site. Um siso já irrompido e um siso incluso, profundo e próximo ao nervo são cirurgias diferentes. Como o raio-x é feito na própria clínica, na mesma consulta você recebe o diagnóstico e o plano de tratamento completo, sem precisar voltar outro dia — e o tratamento pode ser parcelado direto conosco, sem depender de convênio.

Dá para parcelar?

Sim. O parcelamento é feito direto na clínica, sem depender de convênio, e também temos convênio próprio. As condições são apresentadas na avaliação, junto com o plano de tratamento, depois da análise do cadastro.

O SUS faz extração de siso?

Faz, pela rede pública, mas cirurgia de siso costuma entrar em fila de espera — e siso inflamado raramente espera junto. Se a dor já começou ou o caso é de siso incluso, vale pelo menos fazer a avaliação para saber o que você tem pela frente e decidir com informação. Aqui o raio-x sai na mesma consulta e o tratamento pode ser parcelado.

Quanto tempo leva a recuperação?

O inchaço chega ao pico entre 48 e 72 horas e cede a partir daí. A maioria retoma a rotina normal em 3 a 5 dias, e a gengiva cicatriza por completo em cerca de 15 dias. Siso incluso costuma inchar mais que siso irrompido.

Preciso de atestado para me afastar do trabalho?

Sim, o atestado é emitido pelo cirurgião-dentista na própria consulta, e tem a mesma validade legal de um atestado médico para justificar a ausência. O período depende da complexidade da cirurgia e do tipo de trabalho — quem faz esforço físico costuma precisar de mais dias que quem trabalha sentado.

Quais os cuidados depois da cirurgia?

Nas primeiras 24 horas: gelo no rosto em intervalos, alimentação fria ou morna e pastosa, nada de bochechar, cuspir ou usar canudo — a sucção desloca o coágulo que protege a ferida. Evitar esforço físico, sol forte, álcool e cigarro por alguns dias. A escovação continua, com cuidado ao redor dos pontos. A medicação prescrita deve ser tomada no horário, inclusive quando não houver dor.

Dá para tirar os quatro sisos de uma vez?

Em muitos casos sim, e isso concentra todo o pós-operatório em uma recuperação só em vez de quatro. Mas depende da posição dos dentes, da sua saúde geral e do tempo estimado de cirurgia. Também é comum fazer um lado de cada vez, o que permite mastigar pelo lado oposto enquanto cicatriza. O raio-x é o que define qual das duas opções faz sentido no seu caso.

O que acontece se eu não tirar?

Se não há indicação de extração, nada — siso bem posicionado e higienizável pode ficar. Quando há indicação e ele não sai, os problemas mais comuns são infecção de repetição na gengiva que o cobre, cárie no siso e no dente vizinho, reabsorção da raiz do molar ao lado e, nos inclusos, formação de cisto. Nenhum deles se resolve sozinho, e todos ficam mais caros e mais complexos de tratar com o tempo.

Tem caso em que não pode extrair?

Há situações que exigem cuidado ou adiamento: infecção aguda em curso, que precisa ser controlada antes; diabetes descompensada; uso de anticoagulantes; tratamento com bifosfonatos; radioterapia recente na região de cabeça e pescoço; gravidez, em que o segundo trimestre é a janela mais segura para o que não puder esperar. Nenhuma dessas é impedimento definitivo, mas todas mudam o planejamento — por isso o histórico de saúde é levantado na avaliação.

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